- A SAÚDE GENITAL DA MULHER

              A SAÚDE GENITAL DA MULHER

 

         O exame Papanicolaou, criado em 1945, proporcionou enormes benefícios à mulher, pois houve uma brutal redução do número de óbitos por câncer ginecológico graças à criação de milhares de clínicas de prevenção em todo o mundo.

 

         Sabe-se atualmente que o Papilomavirus humano (HPV) é o principal fator de risco para o desenvolvimento de lesões precursoras da moléstia maligna genital.

 

         Existem muitos tipos de HPV, divididos em grupos de baixo risco e alto risco. Trabalhos científicos demonstraram que em 99,8% das lesões cancerosas havia a presença do HPV de alto risco. Assim, as pacientes portadoras desse tipo de vírus devem ser monitoradas com maior freqüência.

         Para o surgimento do câncer, porém, não é suficiente a presença do HPV de alto risco. Outros aspectos podem favorecer esse processo, entre eles:

 

·        a multiplicidade de parceiros sexuais;

·        precocidade no início da atividade sexual;

·        o uso abusivo de pílulas contraceptivas;

·        as múltiplas gestações;

·        o tabagismo, muito pior se associado à pílula;

·        as infecções prolongadas, entre elas a AIDS  e aquelas provocadas pela Clamídia;

·        qualquer outro fator que deprima o sistema imunológico.

 

       O Papanicolaou convencional, tradicional, deixa de revelar alterações celulares produzidas pelo HPV em aproximadamente metade dos casos, tendo sido substituído pela Citologia em Meio Líquido.

 

        A Citologia em Meio Líquido, além de ser muito precisa e extremamente eficiente, permite que sejam feitos exames biomoleculares com o mesmo material da coleta, acompanhando dessa forma o tratamento do HPV e o seu prognóstico.

 

       Vários trabalhos científicos mostram que aproximadamente 90% das mulheres devem ser contaminadas pelo vírus HPV pelo menos uma vez na vida, mas só uma pequena parcela delas chega a desenvolver o câncer ginecológico.

 

       É o que acontece com mulheres contaminadas pelo HPV de baixo risco, onde o próprio sistema imunológico saudável e eficiente inativa o vírus, impedindo a sua replicação.

 

       A presença de sinais de infecção pelo HPV na Citologia Líquida indicará a necessidade de novos exames, entre eles a Colposcopia complementada pelos seguintes exames:

        

·        PCR para HPV – detecta a presença do HPV, classificando-o de acordo com o grupo a que ele pertença, baixo risco ou alto risco.

 

·        GENOTIPAGEM – identifica qual é o tipo de vírus presente na infecção, revelando o seu subtipo. Estudos científicos demonstraram que os subtipos 16, 18, 31, 33 e 45 estão presentes em 91% dos casos de câncer. Além disso, a GENOTIPAGEM também fornece a quantidade de partículas virais presentes no processo: quanto maior o número de vírus, mais grave é a infecção.

 

·        Pesquisa E6/E7 – indicado nos casos em que o vírus atuante é de alto risco e a infecção persiste por muito tempo, apesar do tratamento. As proteínas E6 e E7, geradas pelo vírus, são muito perigosas porque elas inibem a ação do sistema imunitário, deixando caminho livre para a ação devastadora do Papilomavirus rumo ao tumor maligno.

 

       Nos Estados Unidos, toda mulher acima dos  30  anos  faz  o DNA-PAP, isto é, a Citologia Líquida com PCR para HPV, otimizando a precisão diagnóstica, pois reconhece-se a importância da presença do Papilomavirus nas lesões cancerígenas.